quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Olimpíada de Língua Portuguesa!

Novidade do momento: 

A crônica intitulada: Quando o dia acaba da aluna Andiara Ingrid Sodre (E.E.F. Paquetá) foi classificada na etapa Municipal e segue para concorrer na Estadual. 
Parabéns Andiara, você merece!!!
Em breve o texto será postado aqui.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

EU, ETIQUETA

Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

Publicidade & Consumismo!

Uma exposição para refletir!

Os alunos das 7ªs séries (matutino e vespertino), após mergulharem no mundo da publicidade, por meio da confecção de cartazes com "anúncios publicitários" de produtos que já existem ou que foram inventados por eles, montaram uma exposição na entrada da escola, por meio da qual a comunidade escolar tem a oportunidade de refletir a respeito de como somos influenciados pela mídia e pela publicidade.
Com base no poema "Eu, etiqueta" de Carlos Drummond de Andrade, trabalhado nas aulas de Língua Portuguesa, e através dos cartazes e fotos, os alunos tentaram mostrar como, a cada dia, tornamo-nos portadores de marcas, de slogans, etc. E o quanto isso impulsiona o consumismo desenfreado.
Vale a pena conferir!



O início


Os primeiros cartazes.


Com as fotos dos alunos


O Público!

Cartas para Blumenau!

Essa foi do dia em que os alunos receberam as respostas. Olha a felicidade!
Alunos da Escola Paquetá escrevem cartas para alunos da Escola de Educação Básica Carlos Techentin de Blumenau

Os alunos da 5ª série A, da Escola de Ensino Fundamental Paquetá, concluíram no dia 06/08/10 a elaboração de 41 cartas, que serão enviadas aos alunos da Escola de Educação Básica Carlos Techentin de Blumenau.
Em parceria com a professora de Língua Portuguesa Cristiane Roveda Gonçalves (E.E.B. Carlos Techentin), o projeto tem como objetivo fazer com que os alunos aprimorem suas técnicas de comunicação e de escrita.
"É muito bom ver a empolgação dos alunos ao escrever uma carta para um futuro amigo que ainda lhe é desconhecido, sem contar que se torna mais fácil e aplicável o ensino dos aspectos gramaticais e ortográficos, pois os alunos não querem 'fazer feio' ao enviar as cartas e dessa forma se empenham em corrigir seus erros".

O Retorno!


Já estava na hora de voltar a postar alguma coisa por aqui, sendo assim, inicio hoje a seção 2010!
Atividades recentes e mais antigas serão postadas, conforme meu tempo permitir.
Sejam Bem-Vindos!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Comentários sobre o filme...

Eu achei muito legal e muito interessante porque havia, como pano de fundo, o conflito entre os alemães e os judeus. No entanto, na história dos dois meninos, esse ressentimento não levou a nada. Bruno era filho de um soldado alemão e era amigo de um menino judeu chamado Shimu, e Bruno morre porque a amizade dele era verdadeira. Moral do filme: todos são iguais, não importa a religião, a raça, etc e todos têm o direito de serem livres e felizes. Diane de Oliveira

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Eu adorei o filme, pois falava sobre Hitler, seus soldados que pegavam os judeus e tomavam suas vidas e no meio dessa bagunça toda tinha dois meninos, Shimu e Bruno, o primeiro, um judeu e o segundo, filho de um soldado alemão. Shimu ficava num campo de concentração e Bruno achava que aquilo era uma fazenda. Eles se encontravam todos os dias, até que num determinado momento Bruno decide ajudar Shimu a encontrar o pai, veste-se com a roupa listrada e entra no campo de concentração. Lá, são levados para uma câmara de gás e mortos juntamente com vários outros judeus. Jéssica Vanda

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O filme foi muito legal, eu gostei muito. Teve uma parte em que Bruno vai encontrar o menino do pijama listrado e ele aparece com o olho cortado, essa parte mostra que os judeus eram maltratados pelos alemães. Mas fora isso, o filme foi muito bom. Acho que os alemães não tinham o direito de maltratar os judeus. Ana Maria Ristow

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O filme fala sobre a guerra. Alemães matavam judeus em campos de concentração. Um menino alemão conheceu um judeu e se tornaram amigos, mas essa amizade entre os dois era proibida. Um dia o menino alemão pegou a roupa listrada dos judeus para ajudar o amigo procurar seu pai, mas acabou morrendo por causa do gás. Janilson

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O filme conta a história de dois meninos na época do Hitler, que escravizava até crianças judias, estas eram punidas até se pegavam alguma comida. Bom, eu achei isso muito interessante, pois retrata bem aquela época, a qual o menino Bruno não entendia muito bem, mas passou a entender quando conheceu Shimu, que morreu junto a Bruno numa câmara de gás, no final do filme. Filipe José Eccel

Filme: O menino do Pijama Listrado!



domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre a visita do Escritor...

Comentários dos alunos:

“Eu achei muito interessante a vinda do Viegas aqui na escola, nós alunos aprendemos mais sobre o mundo dos livros (dos escritores). Ele conseguiu despertar o interesse de muitas pessoas pela leitura e nos incentivou e escrever também. Gostei muito das histórias que ele contou, e pessoalmente também gostei bastante dele, pois fala a nossa linguagem e é bem legal. Foi bom o elogio que ele fez sobre o livro que nós fizemos, disse que foi uma coisa diferente, que ninguém tinha feito ainda e sugeriu que fizéssemos com outras pessoas que viessem nos visitar”. Michele Lins

“Sua chegada foi meio tímida, já que não nos conhecia, mas depois foi se soltando. Perguntou o que gostaríamos de saber. No começo não sabíamos o que perguntar, porém depois de duas ou três perguntas outras dúvidas e curiosidades foram surgindo, e assim foram passando as horas e ele foi contanto sobre suas experiências, onde buscava inspiração, etc. Adorei sua visita e espero vê-lo mais vezes”. Vanessa de Limas.

“Olha, eu achei a visita dele muito boa, porque nós o conhecemos melhor, ele falou da sua vida de escritor, de suas inspirações, que ele tinha trabalhado em jornais famosos de Santa Catarina. Falou de seus livros, da história deles. Enfim, eu o achei muito simpático e muito legal. Queria que ele viesse mais vezes, eu até ganhei um autógrafo dele!” Gabriel Junior da Silva

“Eu adorei a visita dele, principalmente quando disse que já tinha ido para outros lugares, mas nunca havia estado em escola nenhuma de Brusque. Gostei muito das histórias que ele contou, do Peixe e a Frigideira, da Moça, etc. E achei interessante quando ele disse que mandava toda semana textos para fora do Brasil”. Juliano Libardo

“Foi muito bom. No início eu achava que seria chato, que essa visita seria mais uma chance para matar aula, mas depois eu percebi que era bem interessante. Gostei muito que ele nos contou de onde vêm suas inspirações, de como começou a escrever e por que lia e lê tantos livros. Eu descobri muitas coisas que nem fazia ideia a respeito de um escritor”. Sabrina Fenske

“Achei muito legal a visita dele, gostei muito das histórias que ele contou, a mais legal, na minha opinião, foi a do Peixe e a Frigideira. Antes eu não sabia o motivo do livro de crônicas se chamar “Sob a Luz do Farol”, achei engraçado depois que ele contou. Achei meio estranho quando ele disse que era bagunceiro e começou a ler nas aulas de Educação Física, mas foi interessante essa história, e o mais legal foi que, mesmo o pai dele falando que queria que ele tivesse uma outra profissão, ele seguiu o que queria e hoje é um grande escritor”. Jaqueline de Souza

“É a primeira vez que nós recebemos visita de um escritor aqui na escola, e eu gostei muito de conhecer o Viegas. As Crônicas que ele escreve são bem legais, eu gostei mais da do Peixe e a Frigideira depois que ele contou a história”. Andreza Rech Pereira

“Realmente eu adorei, foi um espetáculo ele falar de sua carreira. Eu imaginava que ser escritor era fácil, mas ele nos mostrou que não. Quando ele começou a falar de sua carreira eu me impressionei, pois ele disse que era um aluno bagunceiro e que não imaginava que um dia seria um escritor. Ele também contou que tinha uma professora que não gostava muito dele e o colocava pra fora da sala e ele ia à biblioteca ler livros, foi aí que mudou e conseguiu realizar seu sonho”. Jaciara Will

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Visita do Escritor Viegas Fernandes da Costa!







Parabéns Viegas pelo seu trabalho!!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Outra produção...

A FESTA DA MÃE D'ÁGUA
Débora Vermöhlen - 7ª C

Em uma tarde de quarta-feira Mãe D'Água estava passeando pela cidade e, como de costume, estava cantando. Em todas as lojas e até na Igreja os homens saiam para ouvir o seu canto atraente. De repente, lá vem o Saci-Pererê, pulando de alegria por ter espantado os cavalos no campo.
Dias depois Mãe D'Água decidiu fazer uma festa e convidar todos os seus amigos. Convidou o Boitatá, o Curupira, a Mula-sem-cabeça, o Boto, o Saci-Pererê, o Lobisomem e mais umas pessoas da cidade.
Chegou a noite e todos foram à festa, no entanto, mal chegara e Saci já começara com suas travessuras, queimou toda a comida da festa com seu cachimbo.
A Mãe D'Água não gostou e o expulsou da festa.
Mas, já era meia-noite, e como todos sabem, nas noites de quintas para sextas-feiras, uma mulher sempre se transforma em mula-sem-cabeça saltando sem parar e soltando fogo pela cabeça, então todos resolveram dar por terminada a festa e ir embora.